Especialistas em Narcisismo
Agenda uma consulta online ou presencial (Coimbra) com um psicólogo ou psiquiatra d’O Teu Lugar
O narcisismo não é, por si só, uma perturbação psicológica. Todos nós podemos, em determinados momentos, procurar reconhecimento, proteger a nossa autoestima ou concentrar-nos mais nas próprias necessidades de forma saudável e ajustada. Falamos de um narcisismo patológico ou de Perturbação da Personalidade Narcísica quando estes padrões são rígidos, persistentes, surgem em diferentes contextos e causam sofrimento significativo ou dificuldades no funcionamento pessoal, profissional e relacional.
A perturbação pode envolver uma necessidade intensa de admiração, sentimentos de superioridade ou excecionalidade, dificuldade em reconhecer as necessidades emocionais dos outros, expectativas de tratamento especial e uma autoestima mais frágil e dependente da validação externa do que poderá parecer. Algumas pessoas apresentam uma expressão mais grandiosa e visível; outras revelam sobretudo vergonha, hipersensibilidade à crítica, ressentimento ou retraimento.
Não existe uma única causa. O desenvolvimento destes padrões parece resultar da interação entre características temperamentais, experiências relacionais, contexto familiar, acontecimentos adversos e formas aprendidas de regular a autoestima e as emoções. O diagnóstico é clínico e deve considerar a história de vida e o funcionamento global da pessoa, não apenas comportamentos isolados ou os resultados de um teste online.
A psicoterapia pode ajudar a compreender estes padrões, construir uma autoestima mais estável, melhorar a regulação emocional e desenvolver relações mais recíprocas. A consulta de psiquiatria pode ser importante quando existem também depressão, ansiedade, perturbação bipolar, dificuldades do sono, consumo de substâncias, impulsividade significativa ou risco de autoagressão.
Na clínica O Teu Lugar encontras psicólogos especialistas em narcisismo e perturbações da personalidade, bem como acompanhamento psiquiátrico quando é necessária uma abordagem integrada. As consultas podem decorrer presencialmente, em Coimbra, ou online, consoante o profissional e a modalidade mais adequada.
A Equipa
Psicólogos Especialistas em Perturbação de Personalidade Narcísica
A nossa equipa é composta por profissionais dedicados e experientes, comprometidos em prestar o melhor cuidado possível, através de uma atualização e formação contínuas. Com especializações e experiência em diversas áreas da saúde mental, incluindo na Perturbação de Personalidade Narcísica, quer seja no formato de consulta online ou presencial: és tu que escolhes a modalidade mais confortável para ti, com a segurança e a garantia de que o nosso compromisso contigo é exatamente o mesmo! Estamos aqui para oferecer o suporte necessário em cada passo da tua jornada.

Dr.ª Carina Assunção
Nº de Cédula: 21560
- Psicologia Clínica e da Saúde – Psicodinâmica
- Avaliação Psicológica (Personalidade e Dinâmica Emocional)
- Especialização em Medicina Psicossomática
Áreas de Intervenção: angústias difusas/inespecíficas; ansiedade e sinais de depressividade (perturbações/oscilações de humor); trauma; perturbações da personalidade e padrões desajustados e que causem mal-estar pessoal e relacional; dificuldades na autoaceitação; queixas psicossomáticas; acompanhamento/suporte emocional de doentes crónicos.

Dr. Pedro Fernandes
Nº de Cédula: 23037
- Psicologia Clínica e da Saúde – Integrativa
- Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica da infância à idade adulta
Áreas de Intervenção: Perturbações de ansiedade, perturbações de humor, perturbações obsessivo-compulsivas, perturbações de personalidade, desenvolvimento pessoal (autoconhecimento).
Psiquiatra
Para além da nossa equipa de psicólogos, contamos também com uma psiquiatra, para uma abordagem clínica integrada sempre que seja necessário.

Dr.ª Carolina Almeida
Nº de Cédula: 63378
- Psiquiatria
Áreas de Intervenção: depressão e ansiedade, stress e burnout, perturbações do sono, perturbação de hiperatividade e défice de atenção, demências, obsessões e compulsões, doença bipolar, psicose, adições, comportamento alimentar.
Onde estamos
A nossa Clínica está sediada na cidade de Coimbra, em Celas, perto do Hospital e de vários serviços de saúde, onde dispomos de consultas presenciais em várias áreas da Psicologia, Psicoterapia e Psiquiatria.
Morada: R. São Teotónio 39 sala 2, Celas, 3000-377 Coimbra
As consultas de psicologia ou psiquiatria também podem ser feitas em formato online para qualquer lugar do mundo.

Sobre a Perturbação de Personalidade Narcísica
O que é?
A Perturbação da Personalidade Narcísica é um padrão persistente de dificuldades na forma como a pessoa regula a autoestima, se vê a si própria e estabelece relações com os outros.
Pode manifestar-se através de grandiosidade, procura intensa de admiração, sentimentos de superioridade, expectativas de tratamento especial e dificuldade em reconhecer ou considerar plenamente as necessidades e perspetivas das outras pessoas.
Por baixo de uma apresentação aparentemente muito confiante pode existir uma autoestima instável, dependente do reconhecimento externo e particularmente sensível à crítica, à rejeição, ao fracasso ou à perda de estatuto.
Para se considerar uma perturbação da personalidade, estes padrões têm de ser relativamente duradouros, surgir em diferentes áreas da vida e provocar sofrimento ou dificuldades significativas. Ter ocasionalmente comportamentos egoístas, procurar aprovação ou reagir mal a uma crítica não é suficiente para estabelecer um diagnóstico.
Que tipos existem?
Não existe uma causa única nem uma explicação aplicável a todas as pessoas.
A investigação e a experiência clínica apontam para diferentes trajetórias possíveis, que podem envolver:
- Características temperamentais e vulnerabilidades individuais;
- Experiências de rejeição, humilhação, negligência ou imprevisibilidade emocional;
- Valorização excessivamente dependente do desempenho, estatuto ou sucesso;
- Idealização ou sobrevalorização pouco realista da criança;
- Dificuldade dos cuidadores em reconhecer e regular as emoções da criança;
- Ambientes familiares muito críticos, competitivos ou centrados na imagem;
- Estratégias desenvolvidas para proteger a pessoa da vergonha, da impotência ou de sentimentos de inadequação.
Estas experiências não conduzem inevitavelmente a uma perturbação narcísica. Muitas pessoas passam por circunstâncias semelhantes sem desenvolver esta condição, pelo que não é possível estabelecer uma relação direta e simples entre uma experiência de infância e um diagnóstico na idade adulta.
O DSM-5-TR não estabelece diferentes subtipos oficiais de Perturbação da Personalidade Narcísica. No entanto, a investigação descreve duas dimensões ou formas de apresentação particularmente relevantes:
Narcisismo grandioso
Pode incluir:
- Demonstrações visíveis de superioridade;
- Procura ativa de atenção e admiração;
- Competitividade intensa;
- Comportamentos dominantes;
- Desvalorização das capacidades dos outros;
- Expectativas de reconhecimento ou tratamento especial;
- Menor reconhecimento aparente das próprias fragilidades.
Narcisismo vulnerável
Pode manifestar-se através de:
- Hipersensibilidade à crítica ou rejeição;
- Vergonha intensa;
- Insegurança e autoestima instável;
- Ressentimento;
- Comparações frequentes com os outros;
- Retraimento social;
- Sentimentos de não ser suficientemente reconhecido;
- Fantasias de excecionalidade que nem sempre são expressas abertamente.
As expressões narcisismo oculto, encoberto ou covert narcissism são frequentemente usadas para descrever apresentações mais vulneráveis e menos ostensivas. Contudo, não correspondem a diagnósticos ou subtipos clínicos oficiais.
Uma mesma pessoa pode apresentar características grandiosas e vulneráveis, simultaneamente ou em momentos diferentes. A aparente confiança pode alternar com períodos de vergonha, vazio, autocrítica ou retraimento.
Quais os sinais e características?
Os sinais podem variar de pessoa para pessoa. Entre as características possíveis encontram-se:
- Sentido exagerado da própria importância;
- Necessidade intensa de reconhecimento, atenção ou admiração;
- Fantasias de sucesso, poder, beleza, estatuto ou amor ideal;
- Crença de que é especial ou apenas pode ser compreendida por determinadas pessoas;
- Expectativas de tratamento preferencial;
- Dificuldade em aceitar limites, críticas ou contrariedades;
- Tendência para utilizar as relações como forma de regular a autoestima;
- Dificuldade em reconhecer as necessidades emocionais dos outros;
- Inveja ou preocupação persistente com comparações;
- Comportamentos arrogantes ou desvalorizadores;
- Vergonha, vazio ou raiva quando a imagem pessoal é ameaçada;
- Oscilação entre sentimentos de superioridade e inferioridade;
- Dificuldade em construir intimidade baseada na reciprocidade.
Nenhuma destas características, isoladamente, permite concluir que alguém tem uma Perturbação da Personalidade Narcísica. O contexto, a intensidade, a duração e o impacto dos comportamentos são essenciais.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico deve ser realizado por um psicólogo ou psiquiatra com experiência na avaliação da personalidade.
A avaliação pode incluir:
- Entrevista clínica aprofundada;
- História pessoal, familiar, relacional e profissional;
- Evolução dos padrões ao longo do tempo;
- Funcionamento da pessoa em diferentes contextos;
- Avaliação da identidade, autoestima, empatia e capacidade de intimidade;
- Observação de padrões emocionais e interpessoais;
- Instrumentos ou entrevistas estruturadas de avaliação da personalidade;
- Análise de outras condições que possam explicar os sintomas.
Os questionários podem apoiar a avaliação, mas não substituem o raciocínio clínico. Um “teste de narcisismo” encontrado online não permite confirmar nem excluir uma perturbação da personalidade.
É também necessário distinguir estes padrões de episódios de mania, depressão, trauma, consumo de substâncias e outras perturbações da personalidade. Em algumas situações, mais do que uma condição pode estar presente.
O DSM-5-TR mantém a Perturbação da Personalidade Narcísica como diagnóstico específico. A CID-11 da Organização Mundial da Saúde utiliza uma abordagem mais dimensional, avaliando sobretudo a gravidade da perturbação da personalidade e os traços predominantes.
Tem cura?
Nas perturbações da personalidade, a expressão “cura” pode ser demasiado rígida. É mais adequado falar em mudança, recuperação e melhoria do funcionamento.
As pessoas podem desenvolver maior consciência dos seus padrões, uma autoestima mais estável, melhor capacidade de reconhecer emoções, maior tolerância à frustração e relações mais recíprocas. Algumas podem deixar de preencher alguns critérios de diagnóstico ao longo do tempo.
O processo tende a ser gradual. Pode ser dificultado pela vergonha, pela dificuldade em confiar, pela sensibilidade à crítica ou pela tendência para abandonar a terapia quando a pessoa se sente exposta, contrariada ou desiludida. A existência de objetivos realistas, uma relação terapêutica consistente e a motivação para compreender o próprio impacto nos outros são elementos importantes.
A evidência específica sobre o tratamento desta perturbação ainda é mais limitada do que noutras condições. Ainda assim, estudos clínicos mostram que mudanças significativas podem acontecer através da psicoterapia.
Como é feito o "tratamento"?
A psicoterapia é a principal forma de acompanhamento.
Dependendo das necessidades da pessoa, pode ajudar a:
- Compreender como se formaram os padrões atuais;
- Reconhecer vulnerabilidades escondidas pela grandiosidade ou pelo controlo;
- Construir uma autoestima menos dependente da validação externa;
- Tolerar melhor críticas, limites, frustrações e imperfeições;
- Identificar sentimentos de vergonha, inveja, raiva ou vazio;
- Melhorar a capacidade de refletir sobre os estados mentais próprios e dos outros;
- Desenvolver empatia sem perder os próprios limites;
- Assumir responsabilidade pelo impacto dos comportamentos;
- Reduzir estratégias de exploração, desvalorização ou manipulação;
- Construir relações mais estáveis, íntimas e recíprocas;
- Definir objetivos pessoais mais realistas e significativos.
Podem ser utilizadas abordagens psicodinâmicas, cognitivo-comportamentais, integrativas, terapia focada nos esquemas, tratamento baseado na mentalização, terapia dialética comportamental ou outras intervenções adaptadas às dificuldades específicas da pessoa. Não existe uma abordagem única que seja adequada a todos os casos, e a investigação comparativa ainda é limitada.
Qual o preço das consultas?
Preço por consulta
O valor da Consulta Psicologia presencial, em Coimbra, pode variar entre 60€ e 70€, e online varia entre 50€ e 60€, dependendo do especialista / subespecialidade.
As consultas de psiquiatria têm um valor de 90€ (online ou presencial), exceto a 1ª consulta, que custa 95€.
Dúvidas sobre Pagamentos
FAQs
Perguntas Frequentes
- Sobre a Perturbação de Personalidade Narcísica
Narcisismo é uma doença?
O narcisismo existe num contínuo.
Algum grau de autovalorização, ambição, desejo de reconhecimento e proteção da autoestima faz parte da experiência humana. Estes traços podem ser adaptativos quando são flexíveis e coexistem com empatia, responsabilidade e capacidade de manter relações recíprocas.
Falamos em narcisismo patológico quando estas características se tornam rígidas e prejudicam o funcionamento. Quando são preenchidos os critérios clínicos necessários, pode ser diagnosticada uma perturbação da personalidade.
No entanto, considerar esta perturbação uma condição de saúde mental não significa desculpabilizar comportamentos abusivos. Uma explicação clínica pode ajudar a compreender um comportamento, mas não elimina a responsabilidade da pessoa pelas suas escolhas nem o direito dos outros a estabelecer limites.
Qual a diferença entre narcisismo e bipolaridade?
A perturbação bipolar caracteriza-se pela ocorrência de episódios de humor relativamente delimitados no tempo, como episódios de mania, hipomania ou depressão.
Durante uma fase de mania ou hipomania podem surgir autoestima aumentada, ideias de grandeza, aumento de energia, menor necessidade de dormir, discurso acelerado, maior atividade e comportamentos impulsivos. Estas alterações representam uma mudança relativamente ao funcionamento habitual da pessoa e duram vários dias ou semanas.
Na Perturbação da Personalidade Narcísica, os padrões relacionados com grandiosidade, necessidade de admiração, autoestima e relações tendem a ser mais duradouros e a estar presentes em diferentes contextos, embora a sua intensidade possa variar.
As duas condições podem coexistir. A distinção exige uma avaliação clínica cuidadosa da evolução temporal dos sintomas, do sono, da energia, do comportamento e do funcionamento entre episódios.
Qual a diferença entre a Perturbação de Personalidade Narcísica e Borderline?
A Perturbação da Personalidade Narcísica e a Perturbação da Personalidade Borderline podem partilhar algumas características, como:
- Autoestima instável;
- Sensibilidade à rejeição;
- Emoções intensas;
- Conflitos relacionais;
- Sentimentos de vazio ou vergonha;
- Alternância entre idealização e desvalorização.
Na Perturbação Borderline, tendem a assumir maior centralidade o medo de abandono, a instabilidade da identidade e das emoções, a impulsividade e, em alguns casos, os comportamentos autolesivos.
Na Perturbação Narcísica, assumem habitualmente maior destaque a regulação da autoestima através da admiração, a grandiosidade manifesta ou encoberta, as expectativas de tratamento especial e as dificuldades de empatia e reciprocidade.
O narcisismo vulnerável pode assemelhar-se, em alguns aspetos, ao funcionamento borderline. As duas perturbações também podem ocorrer na mesma pessoa, pelo que não é adequado distingui-las através de uma característica isolada.
Qual a diferença entre narcisismo (patológico) e psicopatia?
Psicopatia é um conceito utilizado sobretudo na investigação e em contextos forenses. Não corresponde a um diagnóstico autónomo no DSM-5-TR e não é sinónimo perfeito de Perturbação Antissocial da Personalidade.
A psicopatia tende a enfatizar características como insensibilidade emocional, reduzido sentimento de culpa, manipulação, superficialidade afetiva, impulsividade e comportamento antissocial.
No narcisismo patológico, as dificuldades centrais relacionam-se sobretudo com a regulação da autoestima, a necessidade de admiração, a grandiosidade ou vulnerabilidade, o sentimento de direito especial e a capacidade de manter relações recíprocas.
Podem existir características sobrepostas, mas a maioria das pessoas com Perturbação da Personalidade Narcísica não apresenta necessariamente psicopatia, criminalidade ou um padrão persistente de comportamentos antissociais.
Como lidar com uma pessoa narcisista? (no trabalho, relacionamento, narcisismo materno, etc)
Não existe uma estratégia universal. A forma mais adequada de agir depende da relação, do grau de proximidade, da possibilidade de afastamento e da existência de comportamentos abusivos.
De forma geral, pode ajudar:
- Definir limites claros e concretos;
- Explicar as consequências que dependem de ti e que consegues cumprir;
- Evitar discussões intermináveis sobre as intenções da pessoa;
- Centrar a comunicação nos comportamentos observáveis;
- Não depender do reconhecimento da outra pessoa para validar a tua experiência;
- Procurar apoio psicológico ou social;
- Proteger informação pessoal quando existe manipulação;
- Reconhecer quando uma relação se tornou emocional ou fisicamente insegura.
Estabelecer limites não significa tentar controlar o comportamento do outro. Um limite descreve o que farás para te proteger caso determinado comportamento aconteça.
Em relacionamentos íntimos, observa se existe espaço para discordar, estabelecer limites e expressar necessidades sem medo de retaliação.
A terapia de casal pode ser considerada quando ambas as pessoas conseguem participar voluntariamente, assumir alguma responsabilidade e respeitar a segurança da outra. Quando existe intimidação, violência ou controlo coercivo, pode ser mais seguro procurar primeiro apoio individual e orientação especializada.
Não é necessário convencer o companheiro de que “é narcisista” para reconhecer que determinados comportamentos te fazem mal.
Numa relação com uma mãe que apresenta padrões narcísicos, pode ser necessário trabalhar:
- Limites na frequência e no conteúdo dos contactos;
- Diferenciação entre responsabilidade e culpa;
- Aceitação de que algumas necessidades emocionais poderão não ser reconhecidas;
- Proteção da privacidade;
- Construção de outras relações de apoio;
- Elaboração do luto pela relação materna desejada, mas nem sempre disponível.
A decisão de manter proximidade, limitar o contacto ou afastar-se deve considerar a história, os recursos e a segurança emocional de cada pessoa.
No contexto profissional, pode ser útil:
- Comunicar de forma objetiva e breve;
- Confirmar decisões importantes por escrito;
- Esclarecer funções, responsabilidades e prazos;
- Guardar registos de comportamentos inadequados;
- Evitar partilhar informação pessoal desnecessária;
- Recorrer à chefia, recursos humanos ou estruturas formais quando existem assédio ou intimidação;
- Distinguir conflitos de personalidade de violações concretas das regras profissionais.
Não é necessário diagnosticar um colega para comunicar comportamentos que prejudicam o trabalho ou criam um ambiente inseguro.
Crianças também podem ser narcisistas?
As crianças e os adolescentes podem demonstrar egocentrismo, procurar atenção, fantasiar sobre capacidades especiais ou ter dificuldade em considerar a perspetiva dos outros. Muitos destes comportamentos fazem parte do desenvolvimento e não significam que exista uma perturbação narcísica.
Na adolescência, a identidade, a autoestima e a capacidade de empatia continuam em formação. Traços narcísicos podem surgir temporariamente e não indicam necessariamente que a pessoa desenvolverá uma Perturbação da Personalidade Narcísica na idade adulta.
Quando existem dificuldades persistentes e graves, a avaliação deve ser feita por profissionais com experiência em crianças e adolescentes. O objetivo deve ser compreender o desenvolvimento global, as relações familiares, o contexto escolar, a regulação emocional e outras condições possíveis, evitando rótulos precipitados.
O acompanhamento pode envolver intervenção individual, aconselhamento parental e trabalho com a família ou escola, consoante as necessidades identificadas.
- Sobre as consultas
Em que consiste a primeira consulta?
A primeira consulta é um espaço de acolhimento e avaliação inicial. O profissional procurará compreender o motivo do pedido, as dificuldades atuais, a história relevante e o impacto dos sintomas no dia a dia. Também serão explorados os objetivos e expectativas. Poderão ser apresentadas hipóteses sobre a forma de acompanhamento, a frequência recomendada e a eventual necessidade de avaliação adicional ou articulação com outro profissional.
Não precisas de saber explicar tudo de forma organizada, ter um diagnóstico ou contar imediatamente acontecimentos para os quais ainda não te sentes preparado/a.
O que esperar das consultas?
As consultas podem incluir a exploração de emoções, pensamentos, comportamentos, sensações corporais e padrões relacionais. O trabalho poderá envolver psicoeducação, estratégias de regulação emocional, análise de situações concretas, compreensão das experiências passadas e construção de formas diferentes de responder às dificuldades.
O acompanhamento é revisto sempre que necessário para avaliar o progresso, atualizar os objetivos e perceber se a abordagem continua adequada.
Qual a frequência das consultas?
No início, as consultas são frequentemente semanais, uma vez que a regularidade pode ajudar a construir a relação terapêutica e dar continuidade ao trabalho.
Com a evolução do processo e de acordo com a estabilidade e os objetivos, as sessões podem passar a ser espaçadas. A frequência é sempre definida em conjunto.
Qual a duração das consultas?
As sessões individuais têm habitualmente uma duração de 45 a 50 minutos. As primeiras consultas podem prolongar-se um pouco mais.
As consultas de psicologia são confidenciais?
Sim, com exceções legais/deontológicas (risco sério para ti/terceiros, proteção de menores ou pessoas vulneráveis). Em qualquer caso, procuramos falar contigo antes de qualquer passo.
As consultas podem ser online?
Sim. As consultas de psicologia e psiquiatria podem ser realizadas online, desde que tenha acesso a um espaço privado, uma ligação estável e um dispositivo com câmara e microfone.
O profissional avaliará consigo se o formato online é adequado às suas necessidades e ao nível de risco existente. Em determinados momentos de crise ou instabilidade, poderá ser recomendada avaliação presencial ou recurso a serviços locais.
Têm protocolo com seguradoras?
Somos provedores “fora da rede”, pelo que não temos nenhum protocolo específico. Todos os pagamentos devem ser feitos antecipadamente e, no caso de teres algum tipo de subsistema de saúde (ex. ADSE, SAMS…) podemos colocar na fatura, além dos teus dados pessoais, o teu número de beneficiário/a para seres reembolsado/a pelos mesmos (este reembolso é sujeito às condições do subsistema de saúde que tiveres).
Que métodos de pagamento aceitam?
Presencialmente aceitamos pagamento em numerário, multibanco ou transferência bancária.
Online, aceitamos multibanco, visa, mastercard, transferencia bancária, MBway
Emitem recibos e documentação?
Sim, emitimos recibos (enquadrados legalmente enquanto despesas de saúde), podemos elaborar declarações/relatórios clínicos quando clinicamente apropriado e com o teu consentimento informado.
Porque escolher a clínica de psicologia O Teu Lugar?
Na Clínica O Teu Lugar, procuramos compreender cada pessoa para além de um diagnóstico ou de um conjunto de sintomas. O acompanhamento é adaptado à sua história, às suas dificuldades atuais e aos objetivos que pretende alcançar.
Profissionais com experiência em perturbações da personalidade
A nossa equipa integra psicólogos com experiência na avaliação e intervenção em perturbações da personalidade, padrões relacionais complexos, dificuldades de autoestima, regulação emocional e problemas de vinculação e intimidade.
Esta experiência permite compreender diferentes manifestações do narcisismo, incluindo apresentações mais grandiosas, vulneráveis ou encobertas, evitando avaliações baseadas apenas em estereótipos.
Avaliação individualizada e rigor clínico
Ter alguns traços narcísicos não significa necessariamente existir uma Perturbação da Personalidade Narcísica. Por esse motivo, a avaliação considera a história de vida, o funcionamento emocional, os padrões relacionais e o impacto das dificuldades nos diferentes contextos da vida da pessoa.
Sempre que necessário, podem também ser avaliadas outras condições que apresentam características semelhantes ou que podem coexistir, como depressão, ansiedade, perturbação bipolar, trauma ou outras perturbações da personalidade.
Acompanhamento psicológico e psiquiátrico integrado
Em alguns casos, pode ser importante complementar a psicoterapia com uma avaliação psiquiátrica, sobretudo quando existem sintomas depressivos ou ansiosos intensos, alterações significativas do sono, impulsividade, consumo de substâncias ou outras dificuldades clínicas associadas.
A possibilidade de articulação entre psicologia e psiquiatria permite construir um plano de acompanhamento mais integrado e adequado às necessidades de cada pessoa.
Uma abordagem humana e sem julgamentos
Sabemos que o narcisismo é frequentemente abordado através de rótulos, generalizações e conteúdos estigmatizantes. Na nossa prática clínica, procuramos compreender os comportamentos e as dificuldades sem reduzir a pessoa a um diagnóstico.
Compreender os fatores psicológicos que estão por detrás de determinados padrões não significa desculpabilizar comportamentos prejudiciais. Significa criar condições para que exista maior consciência, responsabilidade e possibilidade de mudança.
Apoio também para familiares e pessoas próximas
Nem sempre quem procura ajuda é a pessoa que apresenta os padrões narcísicos. Também acompanhamos familiares, companheiros, filhos adultos e outras pessoas que estejam a viver relações marcadas por manipulação, controlo, desvalorização, conflito persistente ou dificuldade em estabelecer limites.
O acompanhamento pode ajudar a compreender a dinâmica relacional, recuperar confiança na própria experiência, definir limites mais claros e tomar decisões mais informadas e protetoras.
Como funciona o processo de agendamento?
1 – Agenda a consulta em minutos
O processo de agendamento é simples e intuitivo. Tens duas opções:
- Se já souberes qual é o psicólogo com quem queres agendar consulta:
Basta acederes à sua página profissional (clicando num dos profissionais acima), clicar em “Marcar Consulta” e, na plataforma de agendamento para a qual és direcionado/a, escolher o horário que melhor se adequa às tuas necessidades.
No agendamento, poderás optar pela consulta presencial ou online, de acordo com a tua preferência.
- Se ainda não souberes com quem queres agendar consulta ou tiveres dúvidas:
Entra em contacto connosco; temos todo o gosto em ajudar!
2 – Recebe os detalhes por e-mail
Depois de escolheres a data e a hora na plataforma de agendamento, irás receber um e-mail de confirmação com todos os detalhes da consulta, incluindo, no caso das sessões online, o link de acesso à plataforma Doxy.
Se, por algum motivo, esse email ficar “perdido” até à data da tua consulta, não te preocupes! A nossa equipa irá enviar um email de boas vindas na data da tua primeira sessão onde serão relembradas todas as indicações necessárias (o link de acesso à sala do teu terapeuta, os termos e condições, entre outras).
Reagendar ou cancelar
Se precisares de alterar a marcação, deves fazê-lo com a antecedência prevista na nossa política de cancelamento/reagendamento, contactando-nos por e-mail (geral@oteulugar.pt) ou telefone: +351 910 513 839 (rede móvel nacional)
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Qualquer dúvida que tenhas, não hesites em contactar-nos para o + 351 910 513 839 (rede móvel nacional) ou geral@oteulugar.pt, ou através do formulário abaixo.
Direção Clínica
A Direção Clínica d’O Teu Lugar é assegurada pela Dr.ª Ana Fidalgo e pela Dr.ª Liliana Marques, psicólogas clínicas e cofundadoras da clínica. É a partir do seu olhar atento, ético e profundamente humano que são definidos os critérios de qualidade da clínica, bem como a forma como acolhem, encaminham e acompanham cada pessoa que nos procura.
Em conjunto com a equipa, contribuem para que a prática clínica se alinhe com os princípios e valores d’O Teu Lugar: ética e confidencialidade, relações empáticas e não-hierárquicas, reconhecimento da complexidade de cada história, respeito pela diversidade e valorização da individualidade de quem acompanhamos.
O compromisso da Direção Clínica é simples e profundo: que, connosco, sintas que o teu universo é bem-vindo e que estás num espaço seguro para seres exatamente quem és.
Dr.ª Ana Fidalgo (à esquerda) e Dr.ª Liliana Marques (à direita)
O que dizem de nós
Testemunhos
Por questões éticas protegemos identidade dos pacientes que tiveram a generosidade de partilhar os seus testemunhos e experiências.
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